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ACREDITAR, SEMPRE

Em parceria com a BETGOL777, batemos um papo com Debinha, atacante da Seleção Brasileira


Débora Cristiane de Oliveira. Uma das melhores jogadoras do mundo. A camisa nove da Seleção Brasileira. Artilheira da era Pia Sundhage.


Logo após o amistoso contra o Chile, um dia antes do embarque para a Austrália na busca pelo título inédito, tivemos a oportunidade de bater um papo com ela sobre a sua carreira, a vida nos Estados Unidos e, claro, as expectativas para a Copa do Mundo.


Nas respostas que você verá a seguir, fica claro o foco, a dedicação e principalmente a confiança que ela tem e o quanto acredita no seu potencial.

 

ROZZEIRA: Na Copa do Mundo de 2019 você foi apresentada para o público que não acompanha a modalidade. Como é para você quatro anos depois ser uma das principais atletas da seleção?


DEBINHA: Primeiramente, fico muito feliz de ter a oportunidade de defender meu país em um mundial. É muito importante esta evolução que a gente viu em quatro anos. Você olha o último mundial e hoje, você vê o patamar que o futebol feminino se encontra, não só a seleção brasileira, mas o futebol brasileiro também. Fico muito feliz com essas oportunidades, a gente sabe o quanto foi difícil chegar até aqui e ainda mais difícil pra gente se manter. Então fico muito feliz de estar mais experiente. Nos últimos quatro anos eu pude focar muito no que eu precisava melhorar, focar no que eu almejava dentro de campo e fora de campo também. Fico muito feliz e claro, tento passar para as mais novas um pouco da experiência que eu tenho também.



“Nestes quatro anos eu pude focar muito no que eu precisava melhorar, focar no que eu almejava dentro de campo e fora de campo também. Fico muito feliz e claro, tento também passar para as mais novas um pouco da experiência que eu tenho.”

R: Você joga na NWSL (Liga dos EUA), que é uma das maiores Ligas do Mundo. O quanto jogar lá e encarar jogadoras de alto nível te ajuda a evoluir e ser uma jogadora melhor?

D: A minha decisão de ir para a NWSL foi de evoluir a parte física, que eu acho muito importante para quando chegar na seleção estar 120% e não apenas 100%. Fico muito feliz de ter feito a escolha certa. Nesses seis anos de Liga eu vi muita evolução no meu futebol e claro, ter nove brasileiras jogando lá é muito importante para a seleção brasileira, pois sempre estamos jogando em um nível alto, algo que a evolução traz para a gente. Fico feliz que as brasileiras estão indo, pois acho que precisamos aprender um pouquinho. Claro que o futebol brasileiro está crescendo, mas é importante aprendermos sobre as outras escolas também.


“Bom primeiramente a minha decisão de ir para a Liga foi de evoluir a parte física, acho muito importante. Para quando chegar na seleção estar 120% e não apenas 100%, então fico muito feliz de ter feito a escolha certa.”

Debinha em ação pelo KC Current | Foto: NWSL

R: E como é a sua vida no Kansas? Qual é a sua rotina fora de campo, além dos treinos e dos jogos?

D: Bom, todas as manhãs eu treino e logo depois faço recuperação muscular. Claro que sempre tem uma folguinha ali durante o dia, que eu gosto de jogar golfe e jogar videogame. Eu saio bastante com as meninas do time para tomar um café pela cidade.


R: Do Skate nós já sabíamos, até pela campanha da camisa do Brasil para a Copa do Mundo, mas o golfe é novidade. Quando você começou?


D: Eu fui um dia com as meninas, elas falaram “vamos jogar golfe”, aí eu fui e depois disso criei uma paixão pelo esporte. Skate eu não ando né, pelo risco que a gente corre, mas no final do ano, nas férias, eu sempre ando um pouco de skate. Mas o golfe é uma outra paixão que eu não sabia, e conheci agora.

R: Tem algo nos Estados Unidos que você diz “ah, isso não dá”, mesmo amando o país, mesmo se desenvolvendo profissionalmente, tem algo que “não dá”?

D: Acho que o principal problema é a distância da família. Culturalmente eu diria que sinto muita falta da comida. A gente faz a nossa comida brasileira e tudo mais, mas eu sinto falta da comida da minha mãe. Agora, aqui com a seleção é tudo tranquilo, temos a comida do chefe. Então, se tem alguma coisa, é que sinto muita falta da comida.


R: Você é um dos nomes que mais aparece em campanhas publicitárias neste período pré-Copa. Como você vê este crescimento do mercado para as atletas da modalidade?

D: Eu nunca imaginei que estivesse sendo representada pelas melhores marcas, então fico muito feliz e honrada por estar a frente disso e ter grandes marcas como a BetGol777, Nike e Visa que acreditam e confiam no meu trabalho. Acho que esse é o espaço que o futebol feminino está ganhando e temos, sim que abrir mais espaço para a história do futebol feminino e a história das atletas. Me sinto muito honrada por estar junto de vc ssas empresas e sempre dando o meu melhor para representá-las da melhor maneira possível.

R: Você será uma das jogadoras que utilizará a primeira chuteira desenvolvida através das vozes das mulheres. Como foi participar deste processo e ser um dos rostos da campanha?

D: Para mim é uma loucura. Hoje eu me vejo assim e penso “poxa estou sendo representada pela Nike!!!”. Eu fico muito feliz por isso. Quando eu comecei a jogar, jamais imaginei ter uma chuteira que é para as meninas e participar de tudo isso é um sonho sendo realizado. Dentro de campo temos que nos sentir confortáveis, então quando eu coloquei a Phantom Luna pela primeira vez, foi a melhor coisa do mundo! Eu até brinquei que, como eu comecei com os meninos, jogando descalço, que quando coloquei a Phantom foi como se eu voltasse lá na infância. Como eu disse, me sinto muito honrada de hoje estar com a Nike e trazer a Phantom Luna para as meninas, é um sonho que eu jamais achei que fosse realizar.


R: Quando você entra em campo, você joga por quem? Por quem a Debinha joga?

D: Eu jogo pela minha família, pelas minhas amigas e amigos que ficaram na minha cidade e começaram esse sonho comigo. Todo esse suporte e apoio que sempre me deram, foi fundamental. Acho que se não fossem eles, eu não estaria aqui. Então, quando eu entro dentro de campo tento trazer toda a energia e a força que mandam para mim. Além é claro, de jogar pela nação brasileira que está sempre apoiando a gente.

“Jogo pela minha família, pelas minhas amigas e amigos que ficaram na minha cidade e começaram este sonho comigo e claro, pela nação brasileira que está sempre apoiando a gente.”
 

BATE BOLA COM DEBINHA: Finalizamos a entrevista com um bate-bola de perguntas e respostas com a atacante da seleção. Veja abaixo as respostas.


COMIDA FAVORITA: CHURRASCO

· BEBIDA FAVORITA: CAFÉZINHO

· O QUE NÃO PODE FALAR NA GELADEIRA DA DEBINHA: SUCO DE LARANJA

· MÚSICA FAVORITA: TÁ ESCRITO – REVELAÇÃO

· FILME OU SÉRIE DO MOMENTO: O ULTIMATO (NETFLIX)

· VIAGEM FAVORITA: VIAGEM COM A MINHA FAMÍLIA PARA A PRAIA

· PALAVRA OU FRASE QUE VOCÊ MAIS USA: ACREDITAR

·LEMA PARA A VIDA: FRASE FALADA PELA MÃE – DEUS COMIGO, DEUS NA GUIA DEUS NA FRENTE, AVE MARIA.

 






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